A Agricultura Familiar é tema deste Blog, escrito e editado pelo jornalista Dirceu Pio, com 67 anos de idade e 45 anos de vivência na produção de notícias. O personagem central e parceiro do jornalista será um jovem “agricultor familiar”, que vive e trabalha no município de Louveira, a 80 quilômetros da maior cidade da América Latina (SP) e localizado na boca de entrada do interior do Estado de São Paulo.

5 de abril de 2016

Grandes bancos também querem financiar Agronegócio

        Bancos privados e grandes cooperativas de crédito avançam no financiamento ao agronegócio, um dos poucos setores da economia em crescimento – no ano passado, o segmento teve alta de 1,8% no país em relação a 2014, ante queda de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no mesmo período. Além do Banco do Brasil, responsável por quase 60% do crédito rural do Plano Safra 2015/16, Bradesco, Itaú e Santander têm procurado estreitar as relações com o campo na oferta de linhas para custeio com juros controlados (mais baratos). A participação de instituições privadas no financiamento da produção agropecuária do país cresce num momento de possibilidade de recuo dos volumes subsidiados pelo governo federal em meio ao cenário adverso da economia.
        O objetivo é buscar uma fatia maior de financiamento que ainda está concentrada nas mãos de bancos públicos. Este ano, o Banco do Brasil já liberou R$ 1,4 bilhão para o pré-custeio da safra 2016/17. Já a Caixa liberou cerca de R$ 500 milhões, até fevereiro, de um montante total de R$ 8 bilhões previstos para o crédito rural em 2016. Sozinhas, as instituições públicas concederam R$ 34,9 bilhões em empréstimos com juros controlados para operações de custeio e comercialização, no segundo semestre do ano passado, e atingiram fatia de 62% do total liberado com essas finalidades, ante 52% em igual período de 2014, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).


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